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 Bartoon - 24 de Janeiro de 2013

  

 

  Bartoon - 25 de Janeiro de 2013

 

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publicado às 14:11


2 comentários

De Sara Fonseca Ferreira a 26.01.2013 às 00:49

"Primeiro, o regresso aos mercados não é resultado do sucesso da política de austeridade e da execução orçamental. Os juros das dívidas soberanas na UE têm estado a descer fortemente desde setembro, isto é, desde que o Banco Central Europeu, contrariando a opinião reiterada do Governo português, decidiu assumir a função de garante dos créditos aos Estados membros.(...)
Segundo, o regresso aos mercados não é o resultado da lucidez e sagacidade do Governo português. A lucidez, neste caso, tem perna curta: aceder aos mercados é uma das condições fixadas pelo BCE em setembro para a dívida de um Estado ser suscetível de compra pelo banco.(...)
Terceiro, o regresso aos mercados não é o sinal da retoma da soberania financeira de Portugal. Antes fosse. Portugal regressou aos mercados no mesmo dia em que o Eurostat tornou público que a dívida pública portuguesa atingiu o seu valor mais alto de sempre. Do segundo para o terceiro trimestre de 2012, a dívida passou de 117,4% para 120,3% do PIB, sendo a terceira mais elevada da UE, a seguir à Grécia e à Itália. Comparativamente com o terceiro trimestre de 2011, o aumento estimado da dívida foi de 10%. Mais 25 mil milhões de euros de dívida desde que este Governo iniciou o seu mandato, mais 11 mil milhões do que aquilo que estava previsto no memorando com a troika."

José Manuel Pureza, «Adeus até ao meu regresso (aos mercados)» , DN Opinião

De À Janela dos Livros a 26.01.2013 às 10:41

Óptimo complemento, Sara. Assim não restam dúvidas quanto à ironia do título e das imagens.
Para que fique mais evidente, acrescento que entendo esta "ida aos mercados", neste momento, significa, mais ainda do que o aproveitamento da oportunidade proporcionada pela política do BCE (afrontando a vontade tirânica da senhora Merkel e seus acólitos), uma pura manobra de diversão do (des)governo que temos, para desviar atenções da péssima execução orçamental de 2012 e do efeito das catastróficas medidas de austeridade que já tomaram mais das que resultarão do corte adicional dos famigerados 4 mil milhões de euros. E isto aumentando o custo do serviço da dívida, porque os quase 5% de juros que vamos ter de pagar superam largamente os 3 e pouco que pagamos à "troika"!
Mais um pormenor. Dei o título «Atrás de mim virá...», pensando especificamente em duas interpretações possíveis: i) - Passos, Gaspar & C.ª falaram tanto da dívida que encontraram e, em ano e meio, já a aumentaram mais de vinte pontos percentuais; ii) - como não se devem aguentar por muito tempo, com tantas embrulhadas em que se (nos) meteram, resolveram "fazer um arremedo de brilharete" para, se assim for, dizerem que foram injustiçados. Assim uma espédie de "calimeros de segunda".
Obrigado e bom fim-de-semana (enquanto não paga impostos).
Rui

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